Arquivo | julho, 2012

Cirurgia para câncer de próstata localizado não é melhor que observação

22 jul

Quanto ao estudo que demonstra que no geral observação e prostatectomia para câncer de próstata localizado não têm diferença estatística no desfecho (http://www.nejm.org/doi/full/10.1056/NEJMoa1113162), o Jorge Pontual até que deu a notícia bem, mas o Gerson Camarotti emitiu uma opinião que confunde bastante o telespectador aos 4:50 dizendo que assim como a mulher tem um ginecologista, os homens deveriam ter um urologista (http://globotv.globo.com/globo-news/globo-news-em-pauta/v/novo-estudo-questiona-eficiencia-da-cirurgia-de-cancer-de-prostata/2049388/).

Nos países desenvolvidos com sistemas de saúde bem avaliados nem as mulheres “têm” necessariamente ginecologista, nem os homens “têm” urologista. Afinal, são profissionais habilitadíssimos a tratar doenças o que nem sempre está presente e, portanto, devem ser em numero limitado, de acordo com a quantidade de problemas destas respectivas áreas. Ou seja, o objetivo de um sistema de saúde não é fornecer um especialista de cada área para cada cidadão utilizar rotineiramente ou mesmo como porta de entrada para eventuais problemas. O US Task Force, inclusive mudou a recomendação e atualmente desencoraja o rastreamento rotineiro de câncer de próstata pois os prejuízos superam os benefícios (antes sugeria discutir riscos e benefícios com os pacientes): http://www.uspreventiveservicestaskforce.org/prostatecancerscreening.htm

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